O Ateliê de Clínica Psicanalítica de Orientação Lacaniana é um espaço para a difusão e transmissão da psicanálise de orientação lacaniana. E se encontra inscrito no LABRASIVO* do Instituto Lacan.

“Devo deixar bem claro o que é e o que não é este ensino. É universitário; é sistemático e gradual; o ministram responsáveis qualificados; se sanciona com Certificados e Diplomas. Não é algo que habilite para o exercício da psicanálise. O imperativo formulado por Freud a partir de 1910, que um analista seja analisado, foi não só confirmado por Jacques Lacan, mas radicalizado desde o momento em que uma análise não tem outro fim próprio que a produção de um analista”.

J-A. Miller.

do Prólogo em Guitrancourt

de 15 de agosto de 1988

dspLacan novo

Quem Somos

O Ateliê de Clínica Psicanalítica da Orientação Lacaniana constitui-se em um espaço para a difusão da psicanálise de orientação lacaniana. Vem exercendo atividades desde 2002, sendo que em 2008 coordenou o Fórum Social do Mercosul, que resultou no lançamento do livro bilíngue “O Mercosul no divã”. Suas atividades contínuas guiam-se pela perspectiva da transmissão de um saber exposto da psicanálise, promovendo um diálogo com o público, com os psicanalistas, estudantes, profissionais liberais, artistas.  Outra iniciativa do Ateliê foi a de estrear um movimento de conscientização e apoio ao Autismo, visando às crianças, adolescentes e jovens autistas, assim como a seus familiares e aos diversos profissionais atuantes na área.
Também na área internacional o Ateliê se mantém em luta contra as tentativas de legislar e de excluir a prática psicanalítica em instituições de saúde como parte de políticas públicas em solo francês, principalmente as concernente à questão do autismo. Igualmente, lutamos por um diagnóstico preciso do autismo, vez que esse se constitui numa entidade nosológica particular e, por isso, a criança autista deve ter um atendimento clínico precoce.
 O Ateliê de Clínica Psicanalítica de Orientação Lacaniana e o Laboratório de Psicopatologia Fundamental da UFPR, se posicionaram contrários à tentativa de regulamentação do autismo pela lei nº141/12, de um deputado paranaense, principalmente no inciso 2º do Art.1º, onde o autismo é nomeado como uma deficiência. Esta lei, virá para fortalecer o polêmico guia de normatização, o DSM5, que foi amplamente criticado pelos revisores dos Manuais anteriores, como promotores da patologização da vida cotidiana. Foi neste contexto do movimento de “aggiornamiento” conceitual e clínico do autismo que criamos o programa do Ateliê de Clínica de Psicanálise de Orientação Lacaniana iniciado no primeiro semestre de 2014, por meio de um Evento de Extensão na UFPR, em cujo eixo temático era “O que o autismo pode nos ensinar? ” Iniciou-se assim a conscientização do Autismo na forma da conversação entre os familiares e os profissionais que atuam nesta área, assim como a revisão bibliográfica em livros, revistas técnicas e artigos publicados em sites de pesquisa sobre o Autismo, atendendo desta forma uma forte demanda social. Como resultado deste evento foi criada a Linha de Pesquisa “O autismo, as psicoses e suas interfaces na psicanálise”.
O Ateliê de Clínica Psicanalítica de Orientação Lacaniana tem se reunido de forma permanente na elaboração do conteúdo programático que se afinou à atualização do conteúdo, concatenando os passos para o ensino de psicanálise e a formação de analistas. A Linha de Pesquisa “O autismo, as psicoses, e suas interfaces na psicanálise” trabalha na forma de um Grupo de estudos sobre a temática do Autismo e as Psicoses, e compõe o eixo Universitário onde desenvolve a atividade de Pesquisa e Ensino, junto ao responsável do Laboratório de Psicopatologia Fundamental. O outro eixo da Linha de Pesquisa do Ateliê de Clínica Psicanalítica de Orientação Lacaniana é o que zela pelo discurso analítico junto à formação do ensino do psicanalista. O nosso programa visará à pesquisa, a formação e o ensino através de cursos e seminários, oferecendo uma progressiva aquisição de aparatos clínicos, assim como a supervisão, o diagnóstico estrutural, a construção de casos e a psicopatologia; buscando com isso uma integração conceitual e o seu assujeitamento aos aspectos éticos inerentes ao exercício responsável da clínica psicanalítica.
Em março de 2013 Jacques-Alain Miller, fundador da AMP, criou o Instituto Lacan Internacional, e o LILI, que é a extensão mundial do Instituto Lacan de Paris, com as mesmas finalidades, científicas e humanitárias. No Brasil, o Instituto Lacan criou o LABRASIVO, uma rede brasileira ligada internacionalmente, com o objetivo da ação psicanalítica nas manifestações sintomáticas de nosso tempo. LABRASIVO congregará, no Instituto Lacan, os que falam a língua de hoje, os que desconfiam de protocolos e formalidades de praxe, os que não suportam mentores, os que fazem da criatividade responsável sua alegria diária. Os responsáveis por LABRASIVO são J.-A. Miller e Jorge Forbes. Na ocasião, o ACPOL — Ateliê de Clínica Psicanalítica da Orientação Lacaniana, se dirigiu a Jorge Forbes que concordou e inscreveu o ACPOL no Instituto Lacan-LABRASIVO, em Curitiba-Paraná.

Em 2016, o Ateliê de Clínica Psicanalítica da Orientação Lacaniana — do Instituto Lacan-BR — e a Linha de Pesquisa “O autismo, as psicoses e suas interfaces na psicanálise” do Laboratório de Psicopatologia Fundamental do departamento de psicologia da UFPR ministrarão, de 24 de setembro a 29 de outubro de 2016, o curso de extensão:
“O que o autismo pode nos ensinar? ”

 

Dias de aula: 24 de Setembro – 1, 14, 15, 28, 29 de Outubro

Curso termina: em 29 de outubro.

O curso trabalhará os principais textos — desde a pré-psicopatologia até o DSM5 — da construção teórica concernente ao estudo da psicopatologia relativa ao autismo e proporá o debate em torno do diagnóstico, casos clínicos e fundamentos dessa psicopatologia, e culminará com uma apresentação da obra renascentista magistral de Robert Burton “A anatomia da melancolia”.
Serão projetados o filme A Céu Aberto, de Mariana Otero, e Outras Vozes, de Iván Ruiz, psicanalista e pai de autista, que propõe a questão: “Que significa falar? ”, que será abordada no encerramento do curso.

Lacan, Brasil, Vivo, em uma palavra só, fazem: LABRASIVO.

O diamante é o melhor abrasivo, aquele que dá forma a todas as pedras. Lacan, com seu conceito de Real, concebeu o melhor abrasivo para a experiência humana, especialmente a do homem pós-moderno que necessita de novas formas de vida do laço social.
No Instituto Lacan se cria o LABRASIVO, uma rede brasileira ligada internacionalmente, com o objetivo da ação psicanalítica nas manifestações sintomáticas de nosso tempo.
LABRASIVO congregará, no Instituto Lacan, os que falam a língua de hoje, os que desconfiam de protocolos e formalidades de praxe, os que não suportam mentores, os que fazem da criatividade responsável sua alegria diária. Os que estão ligados, tá ligado?

De LABRASIVO.

J.-A. Miller e Jorge Forbes.

17 de fevereiro de 2013